Pouco se sabia até agora sobre a vida e a obra de Leal de Souza, brilhante escritor que teve papel de destaque no parnasianismo do início do século XX. Jornalista e crítico literário, lançou em 1925 o primeiro livro sobre umbanda, intitulado No Mundo dos Espíritos, em que relata um inquérito realizado nos centros espíritas e terreiros do Rio de Janeiro, durante um ano, bem como detalhes sobre sua ligação com Zélio de Moraes e a Tenda Nossa Senhora da Piedade. Sua segunda obra, O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda, é no entanto a primeira a detalhar aspectos fundamentais da umbanda, a exemplo das sete linhas brancas e os orixás, numa época em que era uma heresia falar sobre o assunto, pois tudo a respeito era considerado “macumba”. A iniciativa valeu-lhe então o mérito de “precursor de um ensaio de codificação” da umbanda.
Leal de Souza fazia parte do círculo literário de Olavo Bilac, Alcides Maya, Humberto de Campos, e outros baluartes da literatura brasileira. Como espírita, entrou para a hist